Ele acha que eu sempre estou escondendo alguma coisa... O que não eh verdade. Peguei ele mexendo no meu celular no meio da noite e fiquei profundamente abalada.
Abalada por ver que ele ainda não confiava em mim. Mas não tentei tomar o celular dele e nem nada do tipo. Só me mostrei incomodada, perguntei se ele achou o que estava procurando, brigamos, conversamos e nos resolvemos.
No dia seguinte eu liguei pra uma menina do meu trabalho pra falar assuntos que ele sabia quais eram, pois ao contrário do que ele pensa, eu compartilho sim a minha vida com ele. Mas quando fui ligar saí do quarto em que estávamos e me tranquei no banheiro. Não vi nenhum mal nisso, mas ele ficou louco, jogou isso na minha cara como se eu tivesse uma vida secreta à parte da vida que tenho com ele.
Eu não sei porque não me sinto bem ao falar no telefone na frente das pessoas. Mas nunca gostei disso. Não atendo ligações em ônibus, quando estou na sala c a minha mãe e me ligam eu subo pro quarto, não gosto. E não tem um motivo específico.
Quando ele veio me cobrar o motivo de eu ter ido me trancar no banheiro fiquei sem reação porque não existe um motivo. Me senti como se eu tivesse cometendo um crime por causa do modo em que ele fala e grita comigo. Mas eu sei que não estava fazendo nada de errado.
Eu estou confusa. Não sei mais até que ponto eu aguento insultos ou ele caçando motivos pra gente terminar.
Sei que não estava louca, neurótica ou errada ao cobrar exposição dele nas redes sociais, meu ex tinha motivos pra não fazer isso e ele também deve ter. Talvez ele queira preservar rolos caso a gente não de certo... Talvez ele tenha vergonha de mim ou sei lá.
Só sei que ele não expoe nada sobre a gente e quando a gente briga a primeira coisa que ele faz eh ocultar as poucas coisas que eu posto e que demonstram o nosso laço.
Também sou contra super exposição... Não acho saudável e so demonstra insegurança dos casais na maioria das vezes.
Mas não vejo mal em compartilhar alguns momentos felizes as vezes. E ele nunca fez isso. Além de dar abertura pras ex namoradas ficar tentando contato. O que me incomoda muito.
O ruim de tudo isso é que eu fico sem uma luz sobre qual caminho seguir. Eu o amo muito e não me arrependo de estar grávida dele. Mas vejo vídeos de pais que se emocionam e ficam contentes quando a mãe anuncia a gravidez e me entristece não ter vivido isso, me entristece o fato dele ter insistido num aborto mesmo quando eu falei que não era o que eu queria.
Eu não sei mais até onde eu aguento viver numa relação em que toda semana tem uma briga. Em que ele não sabe o que quer, apenas acha que sabe.
Em que ele fala coisas da boca pra fora.. coisas boas e ruins.
Numa relação em que ele me pediu em casamento bêbado num bloquinho de carnaval e nunca mais lembrou disso, só plantou brigas e discussões.
As vezes eu acho que não somos a pessoa certa uma pra outra.
Eu não quero chegar ao ponto de me tornar uma pessoa neurótica, louca. Quero me afastar antes disso.
Ninguém vai cuidar da minha saúde mental depois e o meu filho não merece uma mãe desequilibrada.
Tenho fé de que as coisas se ajeitam no futuro.
Não posso me deixar abater, tenho que mandar essa tristeza embora se essa for a decisão, ficar sozinha.
Eu vou ter que me afastar de muita gente pra não me sentir julgada e isso vai ser renovador, mais uma vez.
Acho que vou passar uns meses em Curitiba com a minha irma, já que a empresa me propôs trabalhar em home Office. Vai ser bom me afastar da rotina um pouco, do mundo em que estou vivendo, desse ambiente.. de tudo.
terça-feira, 14 de março de 2017
Confusa
domingo, 5 de março de 2017
Atualidade gravidez
Descobrimos que estou grávida e em momento nenhum ele esboçou alguma reação de felicidade. Desde que fiz o teste de gravidez ele pesquisa sobre métodos de aborto.
As poucas amigas que contei ao invés de me parabenizar ou algo do tipo mandaram um "putz Sá".
Não acho que ganhei na loteria por isso e sei que tenho muitas dificuldades a enfrentar, mas queria me livrar de todas essas pessoas que tem pena, que não ficaram felizes, que querem que eu aborte.
Queria ir morar em outro país sozinha e isolada de tudo e todos.
Não esperei que ele fosse reagir como se estivesse realizando o maior sonho da vida. Mas me sinto sozinha e sem apoio nessa "vida nova de mãe". Acho que criei expectativas e idealizei uma pessoa um pouco mais parecida comigo, mas a única coisa que vejo crescendo entre nós são as nossas diferenças e a pressão pra ser alguém na vida.
Eu não acho que eu preciso e nem quero aprender sobre política, sobre filosofia, sociologia ou economia. O pouco que escuto sobre esses assuntos bastam pra mim. Não quero discutir religião e nem me tornar devota de alguma filosofia de vida ou algo do tipo.
Sou aberta pra escutar e aprender sobre tudo mas acho que estou bem assim.
Não sinto necessidade de me espiritualizar e nem nunca senti. A minha filosofia de vida eh amar o próximo, espalhar amor, ouvir as pessoas, aprender com elas e se eu tiver algo pra ensinar, eu farei.
Eu não tenho vontade de ficar rica e ser bem sucedida em algum aspecto da vida. Não quero viver altos e baixos, quero a serenidade e a paz de uma vida plena,mesmo que isso signifique viver na média, trabalhar muito e ganhar pouco. Se for o suficiente pra eu ter uma vida no mínimo confortável, sem luxos ou ostentações está ótimo.
Quero a paz de um relacionamento em que as pessoas respeitam o seu espaço, as suas escolhas, a sua forma de viver e enxergar a vida.
Quero que o pai dos meus filhos fique no mínimo um pouco contente quando souber de alguma gravidez.
Quero que o meu futuro companheiro encare os desafios como uma forma de nos unirmos mais para enfrentar as dificuldades.. que enxergue que independente dos acontecimentos haverá muito amor, muita união e superação. E não alguém que ache que as dificuldades trarão problemas, desunião, desafeto e separação.
Ninguém está preparado pra nenhuma surpresa na vida. Mas elas acontecerão, o tempo todo... E se eu não estiver preparada, quero continuar acreditando que essa eh uma prova pra me preparar, e nao procurar na esquiva a melhor saída.
Eu não tenho medo de encarar os meus problemas. Nunca tive.
Nunca deixei nenhuma dificuldade me abater, não quero deixar isso acontecer nunca.
Eu sempre corri atrás, nunca tive medo de colocar a mão na massa, arregaçar as mangas e arrumar dois, três empregos. Nunca reclamei de abrir mão do meu lazer, do meu fim de semana pra trabalhar em prol de um objetivo, apenas parei quando achei que não me convinha mais.
Sempre disposta, sempre calma, sempre atenta, sempre confiante e intuitiva.
Eu não sou a namorada culta que você estava procurando.
Somos sim muito diferentes.
Eu tenho o costume de não perder as esperanças com facilidade. E acho q isso ainda me prende a você.
Mas diante de tudo o que está acontecendo, o nosso laço está enfraquecendo cada vez mais. Me entristece ver isso acontecer e estar começando a me conformar com isso.
Me entristece me sentir pressionada a fazer algo que eh contra o que está dentro de mim.
Me entristece sentir que você não está realmente comigo quando preciso.
Me entristece deixarmos aumentar o buraco entre nós e me sentir cada vez mais impossibilitada de parar tudo isso.
Eu não sei lidar com muita coisa, sou fechada, você tem razão. Tenho muito o que aprender.
Eu tenho a minha independência, sei me virar, pode parecer que eu não sei o que eu quero.. e as vezes até eu acredito nisso. Mas de uma coisa eu tenho certeza, eu sei o que eu não quero.
Eu sou dona do meu corpo, dos meus sonhos, da minha vida.. e gostaria que você devolvesse o meu coração. Que enquanto você estiver com ele eu não consigo ser livre, independente de verdade, pensar em mim.
Eu só penso em nós.
Você está em todos os meus planos e quando eu penso no meu futuro a única coisa que consigo imaginar eh você.
As vezes eu me odeio por me sentir tão dependente desse "nós" que talvez só exista pra mim.
Isso dói, machuca, magoa.
Passar um dia brigada com você me parece uma eternidade de solidao, de tristeza. Eh como se o meu coração estivesse fora de mim, abandonado, perdido.
Hopeless.